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DIA DAS MULHERES

Palestra sobre dispositivos de gênero e violências invisíveis movimenta debate na CAPES

Publicado: 04/03/2026 15:05 Última Atualização: 04/03/2026 20:19

FULL PalestraValeska Zanello

Primeira atividade do Mês das Mulheres reuniu a comunidade da Fundação para refletir sobre misoginia, socialização de homens e mulheres e estratégias para a construção de ambientes de trabalho mais justos e seguros

O combate ao assédio e à misoginia no ambiente de trabalho esteve no centro das discussões da palestra que marcou a abertura do Mês das Mulheres na CAPES. Realizado no auditório da Fundação, o encontro intitulado “Dispositivos de Gênero e Violências Invisíveis: reconhecer e compreender para transformar” foi ministrado pela professora Valeska Zanello, da Universidade de Brasília (UnB), doutora em Psicologia, pesquisadora e autora de livros sobre a temática. A palestra reuniu gestores, servidores e colaboradores da Fundação em um debate necessário sobre igualdade de gênero.

A palestrante começou sua fala com a afirmação de que praticamente todas as mulheres se sentem ou já se sentiram, conforme dados de pesquisas já realizadas sobre o tema.  Valeska foi além: listou diversos comportamentos sociais que contribuem para que as mulheres se sintam assim, como cobrar cuidados com a casa e a família apenas das mulheres, incentivar somente as mulheres a construir família e não ensinar os meninos e homens a respeitar e a dar voz às meninas e mulheres.

Valeska prosseguiu com exemplos de que a masculinidade é aprendida, assim como as emoções. Para ilustrar, citou que, se um menino chora demais ele é comparado a uma “mulherzinha” (porque, historicamente, associa-se o choro às mulheres); já uma menina que rebate as pessoas é chamada de rebelde ou difícil. Ambas as situações fazem parte do processo inicial de socialização — tanto na escola quanto em casa ou no trabalho — e precisam ser trabalhadas para que todos, independentemente do sexo, possam ser incentivados tanto a demonstrar sentimentos quanto a fazer questionamentos.     

Nesse sentido, a professora enfatizou que os meninos e homens têm papel fundamental na mudança, porque eles também precisam da validação e da aceitação dos outros para se sentirem bem na sociedade. Valeska também provocou os presentes a agir diante de situações de violência contra as mulheres, assédio e misoginia, para que todos possamos construir uma sociedade e um ambiente de trabalho mais justos e saudáveis.

Vamos construir juntos uma sociedade mais igualitária?