Uma vida de dedicação, resiliência e propósito
Da intensidade do trabalho de campo à solidez da carreira pública na CAPES, uma trajetória marcada por ética, confiança e amor à família
A trajetória de Paulo Sérgio Parro é marcada por superação, escolhas conscientes e dedicação ao serviço público. Geólogo por vocação, construiu carreira em regiões remotas do Brasil, passando pela Amazônia, Nordeste, Goiás, Minas Gerais e Pará. Em 2000, um quadro grave de malária mudou o rumo de sua vida e o levou a repensar prioridades. A doença o fez valorizar ainda mais a família e buscar estabilidade. Dessa reflexão nasceu a decisão que transformaria seu caminho profissional.
Diante da proposta para se tornar sócio de uma empresa de geofísica, Paulo viveu uma encruzilhada decisiva. Entre a iniciativa privada e o concurso público, optou pela CAPES após analisar cuidadosamente suas possibilidades. Escolheu estabilidade e proximidade da família, mesmo sabendo dos desafios da transição. O início na instituição foi difícil, pois saiu de uma rotina intensa de campo para o ambiente de escritório. Ainda assim, enfrentou a mudança com resiliência e disposição para aprender.
Na CAPES, construiu uma trajetória sólida e respeitada, especialmente na Diretoria de Educação Básica (DEB), onde atuou como assessor. Durante dez anos, foi responsável sozinho pelo orçamento, tornando-se um pilar de confiança e comprometimento. Cumpriu suas missões com precisão, ética e senso de responsabilidade. Registra como especialmente marcantes em sua trajetória profissional as presenças de Carmen Moreira Castro Neves e Ângela Santana, que deixaram contribuições significativas em sua formação e em sua vivência institucional na CAPES. Mais do que executar tarefas, deixou uma marca de seriedade e dedicação institucional.
Fora do trabalho, Paulo sempre valorizou a família e buscou ensinar aos filhos responsabilidade e equilíbrio. Reservado, mas de espírito leve, encontra no lazer e na convivência familiar sua forma de renovação. A música popular brasileira foi um de seus grandes refúgios. Artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Belchior e Raul Seixas marcaram sua sensibilidade. Em “Pavão Misterioso”, via a metáfora perfeita da vida como mistério e movimento.
A poesia também ocupou lugar central em sua caminhada. O poema de Mário Quintana — “Eles passarão... eu passarinho!” — sempre lhe trouxe leveza diante dos obstáculos. Assim como o passarinho do verso, Paulo aprendeu a seguir adiante com dignidade e propósito. A arte e a reflexão o ajudaram a atravessar desafios pessoais e profissionais. Essa sensibilidade moldou não apenas o servidor, mas o homem que sempre buscou se fazer especial.
Ao se aposentar, encerra um ciclo com a certeza do dever cumprido e novos projetos no horizonte. Pretende empreender, estudar filosofia e explorar o mercado financeiro, mantendo-se ativo e curioso. Sua mensagem aos novos servidores é clara: desempenhar bem o trabalho traz recompensas. Para ele, ninguém nasce especial, mas se torna especial pelo esforço e pela dedicação. Assim, deixa um legado de ética, responsabilidade e compromisso com o serviço público.
