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Setembro Amarelo

Setembro Amarelo: os números por trás do esgotamento no trabalho

Publicado: 22/09/2026 16:49 Última Atualização: 22/09/2026 16:49

banner intranet set amarelo 670x410pxSetembro é o mês em que unimos forças para falar sobre o Setembro Amarelo, campanha voltada à valorização da vida e à prevenção do suicídio, criada em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV).

Um dos fatores que têm ganhado destaque nessa conversa é o Burnout, a síndrome de esgotamento profissional. O Burnout resulta do estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi administrado com sucesso, e se manifesta de três formas principais: exaustão física e emocional, sensação de distanciamento ou cinismo em relação ao trabalho e queda na percepção da própria eficácia profissional. Falar sobre saúde mental no trabalho, portanto, é parte essencial de qualquer estratégia séria de prevenção ao suicídio.  

 

Antes de falar sobre como cuidar de si, vale entender a dimensão do problema. Os números mostram que o esgotamento no trabalho deixou de ser exceção: 

  • O Brasil ocupa a segunda posição no mundo em casos de Burnout, atrás apenas do Japão. 
  • Estudos recentes indicam que entre 18% e 32% dos trabalhadores brasileiros apresentam sintomas de Burnout.  
  • Em 2025, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais no Brasil — um recorde histórico, considerando apenas afastamentos acima de 15 dias pelo INSS. 

Esses números não existem para assustar, mas para validar algo importante: se você está exausto, você não está exagerando, e não está sozinho. 

 

Sinais que merecem sua atenção: 

  • Cansaço que não passa mesmo depois de dormir ou tirar folga 
  • Dores de cabeça, tensão muscular ou problemas digestivos frequentes, sem outra causa aparente 
  • Alterações no sono (dificuldade para dormir ou sono que não recupera a energia) 
  • Alterações no apetite 
  • Irritabilidade ou impaciência fora do seu padrão habitual 
  • Sensação de distanciamento ou cinismo em relação ao próprio trabalho 
  • Dificuldade de concentração ou memória, mesmo em tarefas simples 
  • Sensação de que "nada que você faz é suficiente", mesmo entregando o que era esperado 
  • Perda de motivação ou de sentido no que antes fazia sentido 
  • Isolamento: evitar contato com colegas, família ou amigos 
  • Procrastinação de tarefas antes rotineiras 
  • Aumento no uso de álcool, remédios ou outras substâncias como forma de lidar com o dia a dia 
  • Queda perceptível de desempenho, mesmo se esforçando mais 

 

Um ponto importante: não é preciso ter todos esses sinais ao mesmo tempo, nem estar no limite, para que valha a pena buscar apoio. Quanto mais cedo você reconhece um padrão, mais simples costuma ser lidar com ele. 

Confira os canais de apoio: 

  • CVV (Centro de Valorização da Vida): ligue 188 (atendimento gratuito, sigiloso, 24h) ou acesse cvv.org.br para chat e e-mail. 
  • SUS (Rede Pública): Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Distrito Federal.